A CRISE FINANCEIRA


* Guilherme Cardoso

 

A crise financeira se instalou no mundo. Começou nos Estados Unidos e está sendo mais grave na Europa.  De uma hora para outra estamos vendo grandes bancos fechando e outros correndo o risco de ir à falência. Pelo jeito, ninguém vai escapar dela. Assim dizem os entendidos.

 

Aqui no Brasil, o que estamos vendo é o presidente da República, Lula, se vangloriar de que a crise não chega com tanta destruição. Diz ele e alguns companheiros de governo, que a nossa economia está forte, temos muitas reservas em dólares e que podemos enfrentar as dificuldades de peito aberto. Tomara.

 

Diz ele também, e isso é uma grande verdade, que diferente dos EUA e da Europa, onde as instituições financeiras estão balançando, no Brasil os Bancos estão sólidos, bem capitalizados e que não haverá risco com o crédito. Ninguém porém explicou é que se os Bancos daqui estão tranquilos na solidez, certamente é porque os juros cobrados nos empréstimos são sempre foram altíssimos, o que lhes permite uma grande gordura para queimar se houver uma recessão. Às custas do pobre povo.

 

Já os Bancos americanos e europeus vão perder muito dinheiro. Coitados. Não dispõem de tanta gordura de sobra para queimar como os seus colegas brasileiros. Seus juros sempre foram muito baixos. Verdade. Cobrança de um povo instruido.

 

Devemos ter pena deles, os banqueiros? Os daqui e os de lá? Que nada gente, o momento é pra sorrir, dar gargalhadas, não sei se de alegria ou de dor, mas é preciso ter prazer, afinal meu dinheiro não está na bolsa, não devo em dólares, o que ganho gasto logo, azar de quem investiu tudo.

 

Toda tragédia traz mudanças. É bom que os poderosos percam um pouco do que têm, que aprendam a distribuir mais, dividir o bolo da riqueza. Quem sabe, e eu tenho fé, que uma crise como essa, que acredito cause mais estragos, possa ser o surgimento de uma nova economia, um novo capitalismo, agora menos selvagem, focando mais no ser humano.


VAI DAR O INESPERADO


* Guilherme Cardoso

 

uma máxima filosófica que diz: “eleição e mineração, o resultado só depois da apuração”. Pura verdade. Às vezes, o resultado surpreende todas as pesquisas e dá outros números. Foi o que aconteceu em Belo Horizonte, neste domingo, na votação para prefeito. Deu o candidato que ninguém esperava.

 

No início da campanha eleitoral, a candidata Jô Moraes havia largado na frente. Euforia de quem esperava zebra, uma mulher na prefeitura. Dias depois, começo da propaganda no rádio e na televisão e o candidato da parceria Aécio Neves e Fernando Pimentel dispara nas pesquisas, chega a ter 80% das intenções de votos na Capital.

 

Mesmo sem carisma, vitória certa de Márcio Lacerda, apoio oficial e máquina governamental valem mais. Ninguém duvida, não vai haver 2º turno, pesquisas garantem, mídia vai de carona. Chega o debate final, veículo maior, TV Globo, faz o debate, candidatos menores criam esquema, dirigem perguntas entre eles, deixam Márcio Lacerda de fora. Estratégia vencedora.

 

Dois dias depois votação, números surpreendem, nem Jô, nem Sérgio, nem Gustavo 2º turno. Vai Leonardo Quintão com Márcio Lacerda. Percentuais quase iguais.

 

Como já foi dito, não se deve cantar vitória antes da hora. Desobedecendo porém, este conselho, minha intuição me obriga a fazer uma previsão: pelo andar da carruagem vai dar Leonardo Quintão para prefeito!


TEATRO AMADOR DA POMPÉIA


Peça teatral: O Falsário-1967-Jorge Sidney, Guilherme e Expedito

 

 

 

 

 

 

 

 

Para recordar e refrescar a memória da turma da JUF.

Peça teatral O Falsário de 1967. Jorge Sidney, Guilherme e Expedito.                                                                                      João Alves (falecido) e Vitório- 1965.


IMPOSTO ÚNICO: UM SONHO IMPOSSÍVEL?


Palestra de cerca de 90 minutos, descontraída e interativa, apresentada numa linguagem simples e com o uso de projeções pelo powerpoint e o data show. Quem assiste sai convicto de que se houver mobilização das pessoas e vontade política é perfeitamente viável a implantação do Imposto Único no Sistema Tributário Nacional, reduzindo tributos, simplificando os procedimentos e tornando quase impossível a sonegação.

 

Esta palestra é ideal para ser apresentada em faculdades e universidades, para alunos de cursos de graduação e pós-graduação de todas as áreas, já que é assunto de interesse geral. Pode ser oferecida à sindicatos de trabalhadores e patronais, grupos de encontros e estudos religiosos, ONGs e demais entidades.

 

O palestrante, Guilherme Cardoso é jornalista, articulador desde 1991 e coordenador em Minas do Movimento Nacional pela Implantação do Imposto Único. Em maio de 2007 foi o responsável pelo lançamento da Campanha pelo Plebiscito para a Implantação do Imposto Único, evento realizado em Belo Horizonte em parceria com a ACM- Associação Comercial de Minas Gerais e a CDL-BH- Câmara dos Dirigentes Lojistas. 

 

Os contatos podem ser feitos pelo e-mail: guilherme@guilhermecardoso.com.br


PONTE DO CARDOSO


 

* Guilherme Cardoso

 

Quem viveu anos atrás nos bairros Santa Tereza, Pompéia e Santa Efigênia, com certeza se recorda de um lugar chamado Ponte do Cardoso. Era uma passagem sobre o rio Arrudas e uma travessia sobre a linha férrea e considerada a segunda via mais importante, depois da rua Niquelina, que ligava os três bairros.

 

Nos anos 60 e até a extensão da via expressa à região do Horto, já na década de 80, a Ponte do Cardoso permanecia como  a principal ligação da Pompéia com Santa Tereza. Era uma continuação da R.Cachoeira Dourada, que passava por cima da ponte e atravessava a linha de trem. E tinha um pequeno comércio de quitandas e botequins, estabelecimentos comuns na região.

 

Não há documento que explique o porquê do nome Cardoso dado aquela ponte. Poderia ser por causa da rua Cardoso um pouco acima. Não é garantido. Conversando com pessoas daquela época, anos 50, que ainda residem nas proximidades, alguns detalhes me foram passados sobre a possível origem do nome e elas  tinham ligação com a figura do meu falecido pai.

 

Ele se chamava Antenor Cardoso Dias, e nas décadas de 50 e 60 vivia da venda de bilhetes de loteria. Todos o conheciam por seu Cardoso. Seu ponto final de vendas era exatamente num toco de madeira em que ele sentava em frente a um dos botequins. Ali, de segunda a sábado, quase sempre pelas duas da tarde, “seu Cardoso” tentava vender as últimas tirinhas das loterias mineira e federal. Vendia ou assumia o prejuizo. Era o fim de uma trajetória a pé que se repetia todos os dias, da Praça Sete até chegar à Ponte, e dalí ao barraco onde morávamos, na Pedreira, depois rua Ingá.

 

O resultado das vendas vinha numa sacola de pano, contendo comida para nós. Isso, depois das quatro da tarde.

 

Pelo que me contaram, o nome de “Ponte do Cardoso” surgiu porque as pessoas achavam mais fácil indicar o local para alguém se referindo  onde o “seu Cardoso” ficava. Para o forasteiro, era a bússola para chegar onde queria. Dai a quase certeza histórica de que o nome tenha origem no meu pai.

 

Mais tarde alargaram as margens do rio Arrudas, criaram uma via expressa e no local construiram um viaduto que faz a passagem dos bairros Pompéia e Santa Efigênia para Santa Tereza. Não mais existe a ponte. Ao viaduto deram o nome de José Maria Leal, talvez um engenheiro, ilustre desconhecido.

 

Na dúvida, e pela história, fico com a homenagem  a Antenor Cardoso Dias, “seu Cardoso” ao que resta da simbologia da Ponte do Cardoso. Ele foi um homem de fibra e de caráter.